sexta-feira, 22 de abril de 2016

JACKSON E CARIÊ




Escreveu: Francisco Alves Cardoso – 18/04/2016

            Alguém me perguntou nos últimos dias porque essa homenagem tão especial à Jackson do Pandeiro, através do Concurso “Louvor ao Ritmo”, no IX FESMUZA – Festival de Músicas Gonzagueanas, promovido anualmente pelo Parque Cultural “O Rei do Baião”, na Fazenda São Francisco, município de São João do Rio do Peixe-PB.
            Orgulhosamente falo sobre o assunto, em primeiro plano porque Jackson é uma das maiores estrelas da música e do ritmo. Ele é um dos orgulhos paraibanos, pois levou o nome da nossa Paraíba para o Brasil e o mundo inteiro. Em segundo plano, tive a felicidade de conhecer Jackson quando tinha apenas dez anos de idade, aproximadamente, e ele já contava com trinta e três anos. Esse encontro aconteceu no Sítio Lagoa Redonda, município de Sousa-PB, onde nasci.
            Jackson tinha uma amizade muito forte com um primo meu, de nome Antônio Cardoso, filho de Claudino Cardoso de Araújo, conhecido como “Cariê”, criado em Campina Grande. Antônio, também era conhecido como “Cariê”, e era dono de um cabaré juntamente com Jackson do Pandeiro. Os dois tinham a mesma idade.
            Na década de cinquenta, meu primo veio à Lagoa Redonda visitar a família, como sempre fazia, e Jackson veio com ele, passou dois dias na fazenda do coronel José Rocha, exibiram os seus pandeiros, cantaram e alegraram a todos nós.
            Nesse tempo ele já morava em Recife, mas fez esse passeio até a Fazenda Lagoa Redonda, talvez de férias com o meu primo Cariê, já que eram grandes amigos.
            Foi um encontro rápido, eu muito criança, ele já maduro, não houve nenhuma conversa, só admiração da minha parte, vendo os dois executarem os pandeiros com perfeita arte, coisa que nunca tinha visto.
            Ele teve a coragem de trocar os cabarés de Campina Grande e João Pessoa e seguir para centros maiores, tornando-se ídolo do mundo como “pandeirista” famoso e “sanfoneiro de boca”.
            O destino reservou outro grande momento, completamente diferente entre eu e Jackson: no dia dez de julho de mil novecentos e oitenta dois, colei grau como advogado pela Universidade Federal da Paraíba, e Jackson faleceu no Rio de Janeiro, no mesmo dia, acometido de uma embolia cerebral.
            Portanto, homenagear Jackson do Pandeiro no Parque Cultural “O Rei do Baião” é alegria, felicidade, coragem e abertura da alma para recepcionar um dos maiores astros da música brasileira.
            O destino reservou esse momento para invadir o meu ego e o corpo bater palmas nesse Parque que significa amor, luz, força, trabalho, reconhecimento e apoio do Divino sobre minha pessoa.
            Repito sempre: Sou um homem muito feliz!

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