segunda-feira, 24 de agosto de 2015

Paraibana vence pela primeira vez categoria Juvenil do FESMUZA


A jovem Sarah Lorena, da cidade de São João do Rio do Peixe-PB foi a grande campeã da categoria JUVENIL, do VIII FESMUZA com as músicas ORÉLIA, de Humberto Teixeira (1979) e ROENDO UNHA, de Luiz Ramalho e Luiz Gonzaga (1976) obtendo 33,85 de pontuação, recebendo R$ 3.000 (três mil reais) de premiação.

Em segundo lugar ficou o garoto Cícero Paulo, da cidade de Juazeiro do Norte-CE, com as músicas QUI NEM JILÓ, de Luiz Gonzaga e Humberto Teixeira (1950) e JUAZEIRO, também de Luiz Gonzaga e Humberto Teixeira (1949), obtendo uma pontuação de 31,75. Ele recebeu R$ 2.000 (dois mil reais) pela segunda colocação.

O terceiro lugar ficou com Karoline Maciel, de Recife-PE, com as músicas NO MEU PÉ DE SERRA, de Luiz Gonzaga e Humberto Teixeira (1946) e A LETRA I, de Luiz Gonzaga e Zé Dantas (1953) obtendo 30,10. Ela recebeu 1.000 (hum mil reais) de premiação.

sábado, 1 de agosto de 2015

Parque “O Rei do Baião” divulga vencedores do Concurso LEMBRANÇA DO ÍDOLO


Com setenta e sete inscrições, o Concurso LEMBRANÇA DO ÍDOLO, em homenagem a Rosil Cavalcanti, que este ano, se vivo fosse, completaria 100 anos, organizado pelo Parque Cultural “O Rei do Baião”, da Comunidade São Francisco, município de São João do Rio do Peixe-PB, apresenta os três primeiros colocados desse prêmio já tão cobiçado no Brasil inteiro.

1º Lugar: José Romero Araújo Cardoso, de Mossoró-RN, com a crônica intitulada “A AÇÃO IMPLACÁVEL DAS SECAS EM AQUARELA NORDESTINA”.

2º Lugar: Maria Inez Santos, de São Miguel do Oeste-SC, com a crônica intitulada “INESQUECÍVEL CAVALCANTI”.

3º Lugar: Carlos Brunno Silva Barbosa, de Valença-RJ, com a crônica intitulada “CONVERSA (A)FIADA COM O JOVEM LOUCO DA PRAÇA ENQUANTO A CAMPINA FICA ‘MAIS GRANDE’ NO HORIZONTE DISTANTE”.


A Comissão Organizadora e demais membros que fazem o Parque Cultural “O Rei do Baião” agradece a todos que participaram desse tradicional concurso. Nos vemos no concurso do ano que vem.

Parque Cultural “O Rei do Baião” divulga vencedores do IV CONPOZAGÃO


Com sessenta e oito inscrições, o IV CONPOZAGÃO – Concurso de Poesias em Homenagem ao Gonzagão, este ano em homenagem a Dona Muniz Gonzaga, organizado pelo Parque Cultural “O Rei do Baião”, da Comunidade São Francisco, município de São João do Rio do Peixe-PB, apresenta os três primeiros colocados, os grandes vencedores desse prêmio já tão cobiçado no Brasil inteiro.

1º Lugar: José Roberto C. Pedrosa, de Taguaritinga do Norte-PE, com a poesia "DONA MUNIZ GONZAGA, UM EXEMPLO DE VIDA".

2º Lugar: Júnior José Vieira, de Recife-PE, com a poesia intitulada "A FILHA DO ARARIPE".

3º Lugar: Francisco Bandeira Lima Júnior, de Caucaia-CE, com a poesia intitulada "DONA MUNIZ EM CORDEL".


A Comissão Organizadora e demais membros que fazem o Parque Cultural “O Rei do Baião” agradece a todos que participaram desse tradicional concurso. Nos vemos no concurso do ano que vem.

sábado, 25 de julho de 2015

Parque Cultural “O Rei do Baião” fará divulgação dos vencedores do IV CONPOZAGÃO e Lembrança do Ídolo


A Coordenação Geral do Parque Cultural “O Rei do Baião” anuncia para o próximo dia 31 de julho, sexta-feira, o anuncio dos vencedores do IV CONPOZAGÃO – Concurso de Poesias em Homenagem ao Gonzagão e Seus Seguidores.
Já o Concurso Lembrança do Ídolo – Homenagem a Rosil Cavalcanti, terá o seu resultado divulgado no dia 1º de agosto.

sexta-feira, 24 de julho de 2015

Parque Cultural lança o Concurso SUPERCAMPEÃO. Confira o regulamento.

PRÊMIO SUPERCAMPEÃO
REGULAMENTO


01 – A disputa de título de SUPERCAMPEÃO do VIII FESMUZA será entre os quatro primeiros colocados das duas categorias: JUVENIL e MUSICAL DE HUMBERTO TEIXEIRA.

02 – Cada participante poderá inscrever apenas uma música gonzagueana para as disputas do SUPERCAMPEÃO.

03 – A escolha da música é de livre escolha do artista.

04 – As inscrições poderão ser feitas até o dia 31 de julho de 2015, através dos telefones (83) 9615-7942 / (83) 9379- 1893 ou via e-mail: chicocardoso.caldeirao@gmail.com / chicocardosocz@yahoo.com.br

05 – O vencedor receberá o Troféu “Onaldo Rocha Queiroga”.

06 – Na disputa pelo Prêmio SUPERCAMPEÃO, o sanfoneiro não pode repetir a música apresentada na disputa do FESMUZA.

07 – A Comissão Julgadora será a mesma do FESMUZA.

São João do Rio do Peixe/PB, 24 de julho de 2015.

Francisco Alves Cardoso
Coordenador Geral do Parque Cultural “O Rei do Baião”

Parque Cultural vai realizar o Concurso “O Dançarino do Rei”. Confira o regulamento.

PRÊMIO O DANÇARINO DO REI
REGULAMENTO

01 – O Concurso “O Dançarino do Rei” é uma promoção do Parque Cultural “O Rei do Baião” para escolher o casal que melhor dançar o ritmo gonzagueano.
02 – O casal vencedor receberá o Troféu “Moá Medeiros”.
03 – Os disputantes dançarão as quatro músicas apresentadas no musical SUPERCAMPEÃO.
04 – As inscrições poderão ser feitas até o dia do festival (15 de agosto de 2015), através da Diretoria do Parque Cultural.
05 – A Comissão Julgadora será a mesma do FESMUZA.
São João do Rio do Peixe/PB, 24 de julho de 2015.

Francisco Alves Cardoso
Coordenador Geral do Parque Cultural “O Rei do Baião”

terça-feira, 23 de junho de 2015

CADÊ MEU SÃO JOÃO

Escreveu: Francisco Alves Cardoso




Uma lenda antiga narrada pelos nossos antepassados fala da criação da fogueira, que com o passar dos tempos ficou sendo chamada fogueira de São João. Diz a lenda que Maria foi visitar Izabel, sua prima, que morava um pouco distante e num local serrano. Naquele tempo não tinha qualquer meio de comunicação para transmitir avisos. Izabel estava grávida e quando a criança nascesse teria que avisar à prima. Criou um meio de comunicação e disse a Maria: “quando o menino nascer mando acender uma fogueira, e quando ver o clarão, já sabe, o menino veio ao mundo”. E assim foi feito, quando Izabel deu à luz avisou a Maria, através do clarão da fogueira. Com essa narrativa ficou criada a fogueira. O nome escolhido para o menino foi João, que mais tarde foi canonizado pela Igreja Católica e hoje é reverenciado no mundo inteiro.

Luiz Gonzaga, no seu cancioneiro inesquecível cantou e exaltou a fogueira e as festas de São João. Em tempos não longínquos, os festejos juninos eram reais, faziam a história com respeito às tradições. No ano de 1954, Gonzaga juntamente com Zé Dantas lançou “Noites Brasileiras”, a letra que narra integralmente às noites de São João no Nordeste e nos sertões: “Ai que saudades eu sinto, das noites de São João, das noites tão brasileiras, nas fogueiras, sob o luar do sertão. Meninos brincando de roda, velhos soltando balão, moços em volta a fogueira, brincando com o coração. Eita São João dos meus sonhos, eita saudoso sertão, ai ai”.

Além de enaltecer as festas de um dos santos mais populares da Igreja Católica, Gonzaga declarou as saudades que estava sentindo do seu sertão nordestino, lá do sul do país. E parece até que já previa o fim de uma tradição tão antiga, tão bonita e hoje abandonada pelos novos costumes.

Trocaram tudo, mataram as grandiosas festas juninas, esqueceram o musical do Rei do Baião. Hoje tudo é diferente, as festas de São João são animadas pelo axé da Bahia, os mesmos ritmos do carnaval, outra festa que foi totalmente absorvida pelos costumes baianos. As fogueiras foram proibidas, os festejos são censurados, as músicas legítimas foram expulsas do calendário junino e o tradicionalismo foi sepultado por outros ritmos que nada têm de perecidos com a outrora mais tradicional festa do nordestino.

Luiz Gonzaga criou uma escola de organização e manifestação legítima das festas sãojoaninas. Em 1950, também com Zé Dantas, ele lançou “A dança da moda”, anunciando que “no meio da rua inda é baião, inda é fogueira, é fogo de vista, mas dentro da pista o povo só dança e só pede o baião”.

E através do famoso cancioneiro deita e rola a sua sabedoria na defesa dos costumes e tradições nordestinas. Com Rosil Cavalcanti, em 1974 lança “A festa do milho”, e diz que “...já todo embonecado prontinho para São João”. E fala de Santo Antônio e de São Pedro. Lança mais uma série de músicas bem nordestinas exaltando o modelo do São João verdadeiro, que foi esquecido e trocado por um musical exibido em todas as festas do ano, sem compromisso com a manutenção do tradicionalismo.

Com o seu vozeirão cantou: “A noite é de São João, Dia de São João, É noite de São João, Festa de Santo Antonio, Fogo sem fuzil, Fogueira de São João, Lenda de São João, Madruceu o milho, Olha pro Céu, Pedido a São João, São João antigo, São João Chegou, São João do Carneirinho, São João na Roça, São João nas Capitá, São João do Arraiá, São João sem futrica”.

O Rei do Baião lançou oficialmente o modelo das festas juninas, na sua música “São João antigo”, em 1957, com o extraordinário Zé Dantas. Disse que “Era festa de alegria, tinha tanta poesia, tinha mais animação, mais amor, mais devoção”. E continuou a defesa pelo nosso tradicionalismo “nas ribeiras do sertão, onde dizem que a fogueira inda aquece o coração”.

Não posso deixar de protestar contra os que estão acabando as tradições das festas juninas. O nosso ritmo não pode acabar. Ele é cultura viva, e a cultura nunca poderá perder os seus caminhos originais.

Que criem outros festejos, com a cultura do momento, mas a original, dos tempos dos nossos antepassados deve ser mantida.

A juventude tem todo o direito de criar a sua nova dança, e também os costumes do tempo atual, mas não pode, em qualquer hipótese, excluir as belezas que originaram essa cultura bela tão bem defendida por Luiz Gonzaga, Jackson do Pandeiro, Marines, Zé Dantas, Trio Nordestino, Humberto Teixeira, José Marcolino, Guio de Morais, Patativa do Assaré e outros.