terça-feira, 14 de março de 2017

Parque Cultural: O Rei do Baião (Homenagem aos seus 10 anos)


10 anos de parque
10 anos de fundação
10 anos de alegria
10 anos de emoção

10 anos de história
Homenagens à Gonzagão
10 anos de Cultura
Memorial Rei do Baião

10 anos de encontros
De artistas brasileiros
10 anos forrozeando
Cantadores, sanfoneiros

10 anos gonzagueando
No sertão da Paraíba
10 anos poetizando
Luiz Gonzaga: Obra e vida

Autor: Emiliano Pordeus

segunda-feira, 13 de março de 2017

GONZAGA VIVE!

Escreveu: Francisco Alves Cardoso – 13/02/2017

Por que tanto trabalho para manter viva essa história de Luiz Gonzaga? Em primeiro plano, Gonzaga era um menino pobre que cresceu na vida através da luta de fé e coragem por ele implantadas em toda a pátria brasileira, e até mesmo no exterior.

Aprimorou a profissão de sanfoneiro, respeitada através da sua força artística, principalmente com a mais famosa música intitulada “Asa Branca”, composta em parceria com Humberto Teixeira em 1947.

Era um homem de ação. Por onde esteve abraçou pobres e ricos, sem discriminar nenhuma das classes.

Não ostentava, apesar da fama que possuía. Viveu misturado com pobres e ricos e nunca reclamou quando lhe chamavam de o “Nego Luiz”.

Fez do Exu, no Pernambuco, a sua terra natal, um município de destaque, muito forte e respeitado em todo o país, e até mesmo fora.

Ajudou muito seus parentes, deixando todos bem na vida, por isso ainda conta com o apoio inteiro dos seus seguidores.

O mundo conhece o Exu, inegavelmente, pela vitoriosa vida e obra do nosso “Rei do Baião”.

Foi um grandioso líder dentro da Maçonaria, instituição universal e de comprovada respeitabilidade.

Morreu pobre, pois gastou em vida com uma obra importantíssima que foi a caridade, o amor ao próximo e a distribuição de bens com os mais sofridos. Mas deixou uma história de grande valia, um nome respeitado pelo mundo afora e a eterna lembrança da voz soberana.

Para mim GONZAGA VIVE! Aqui, no Parque Cultural O Rei do Baião. É ele o meu mestre, meu guia, meu eterno professor.

Para mim ele viverá eternamente!

quinta-feira, 9 de março de 2017

UM PARQUE PARA O REI


Em pleno sertão nordestino, no interior da Paraíba, na cidade de São João do Rio do Peixe, em meio às grotas encravada no solo pelos córregos temporários, foi criado um memorial em homenagem ao grande cantor e sanfoneiro nordestino Luiz Gonzaga do Nascimento.

Tomando-sepor base o Parque Asa Branca, este localizado na cidade do Exu no interior pernambucano, terra natal de Luiz Gonzaga, o parque paraibano recebeu o nome de Parque Cultural O Rei do Baião e esse espaço se transformou no palco principal para os encontros dos admiradores, seguidores e intérpretes do Rei do Baião.

No ano de 2017 completa-se 10 anos de fundação do Parque Cultural O Rei do Baião que começou com o festival de músicas gonzagueanas, o FESMUZA, e foi crescendo assustadoramente a cada ano com as ideias inovadoras e transformadoras de seu idealizador Francisco Alves Cardoso, que através de sua mente fértil projetou transformar sua pequena gleba de terra de nome São Francisco no cenário folclórico em homenagem ao maior artista popular do Brasil que cantou e encantou o Nordeste em todas suas minúcias.

Anualmente o Parque realiza um grande encontro dos amantes do cancioneiro gonzagueano durante a realização do FESMUZA. Nesses encontros o Parque Cultural O Rei do Baião teve a honra de receber diversos artistas de nome importantes no universo gonzagueano, a exemplo de Pinto do Acordeon e Oliveira de Panelas. O momento mais relevante que o Parque viveu foi quando recebeu a figura dos sobrinhos de Luiz Gonzaga: Sérgio Gonzaga e Joquinha Gonzaga, este último por diversas vezes. Isto quer dizer que o sangue de Januário pisou o solo são-joanense, mais precisamente, a fazenda São Francisco, sonho que Chico Cardoso tanto projetou, por conseguinte conseguiu realizar.

Outro momento marcante vivido pelo Parque foi a presença onírica do último zabumbeiro do próprio Luiz Gonzaga de nome Piloto, sobrinho do Gonzagão que também atuava como motorista e empresário do rei. Quando de sua presença acompanhou o primo Joquinha Gonzaga em uma breve apresentação no novo palco tocando seu zabumba alegrando e rememorando os saudosistas gonzagueanos.

Para quem não acreditava que o Parque sobrevivia por tanto tempo, está aí a prova da persistência e obstinação de Chico Cardoso que não deixou morrer as ideias nem os ideais gonzagueanos. Os conceitos sempre virão à mente desse sonhador que transformará em projetos que farão a concretização e o contentamento dos súditos gonzagueanos por muitos e muitos anos.

Egnaldo Peixoto de Araújo

sábado, 3 de setembro de 2016


RESULTADOS DOS CONCURSOS – IX FESMUZA

II PRÊMIO A CARTA
1º Colocado: José Roberto Celestino Pedrosa – Taquaritinga do Norte-PE
2º Lugar: José Romero Araújo Cardoso – Mossoró-RN
3º Lugar: Emiliano Pordeus Silva – Sousa-PB
4º Lugar: Ruth Hellmann Claudino – Dourados-MS
5º Lugar: Eriberto Henrique – Jaboatão dos Guararapes-PE

II CONCURSO LEMBRANÇA DO ÍDOLO
1º Lugar: José Romero Araújo Cardoso – Mossoró-RN
2º Lugar: Paola Cristina Ribeiro Marcellos – Gama-DF
3º Lugar: José David Emanoell Feitoza Braga – João Pessoa-PB
4º Lugar: Jory Jacques Barreto – Monteiro-PB

V CONPOZAGÃO
1º Lugar: José David Emanoell Feitoza Braga – João Pessoa-PB / Poesia: HERANÇA GONZAGUEANA.
2º Lugar: Gracieli Borges Ferreira – Santa Cruz da Conceição-SP / Poesia: SANFONEIRO HEREDITÁRIO.
3º Lugar: Jerismar Batista de Sousa (Jerismar Pintor) – São João do Rio do Peixe-PB / Poesia: JOQUINHA, O SOBRINHO DE GONZAGÃO.
4º Lugar: Jory Jacques Barreto – Monteiro-PB / Poesia: ANTES QUE NINGUÉM CONTE.
5º Lugar: Adriana Gusmão Antunes - São Mateus-ES / Poesia: JOQUINHA, MEMÓRIA CULTURAL DOS GONZAGAS.

IX FESMUZA
1º Lugar – Ana Paula Nogueira da Silva, de Granitos-PE, mas que reside atualmente no Crato-CE, interpretando a música Vem Morena, de Luiz Gonzaga e Zé Dantas (1949);
2º Lugar – Sarah Lorena Dantas de Freitas, de São João do Rio do Peixe-PB, com a música O cheiro da Carolina, de Amorim Roxo e Zé Gonzaga (1956);
3º Lugar – Chico de Teresa, do Cedro-CE, executando a música Pau de Arara, de Luiz Gonzaga e Guil Morais (1952);
4º Lugar – Ranier Oliveira Sousa, de Juazeiro do Norte-CE, com a música Légua Tirana, de Luiz Gonzaga e Humberto Teixeira (1949).

quarta-feira, 22 de junho de 2016

NOTA DE ESCLARECIMENTO: Parque Cultural anuncia reformas em alguns concursos gonzagueanos


A Diretoria do Parque Cultural O Rei do Baião, localizado no município de São João do Rio do Peixe-PB, após reuniões extraordinárias e, levando em conta a crise financeira que o Brasil atravessa, resolveu em comum acordo tomar a seguinte decisão: revogar os concursos EXALTAÇÃO AO XAXADO e LOUVOR AO RITMO além da modificação nos valores dos prêmios oferecidos na 1ª CORRIDA DE SÃO SEVERINO, que passam a obedecer a seguinte ordem de valores:
1º Lugar – R$ 500,00 (quinhentos reais)
2º Lugar – R$ 300,00 (trezentos reais)
3º Lugar – R$ 200,00 (duzentos reais)
Como já existem regulamentos já anunciados, este importante aviso esclarece que ficam nulos os regulamentos emitidos anteriormente e da modificação dos prêmios dos respectivos concursos acima citados.
São João do Rio do Peixe-PB, junho de 2016.
Francisco Alves Cardoso
Presidente do Parque Cultural O Rei do Baião

sexta-feira, 29 de abril de 2016

Parque Cultural promove 1ª Corrida de São Severino


O Parque Cultural “O Rei do Baião” vai promover a 1ª CORRIDA DE SÃO SEVERINO, na abertura do IX FESMUZA – Festival de Músicas Gonzagueanas, no próximo dia 19 de agosto, na Fazenda São Francisco, município de São João do Rio do Peixe-PB.

A corrida vai acontecer às 16h00 do dia 19 de agosto, fazendo a abertura solene das festividades em homenagem a Luiz Gonzaga.

Uma comissão organizadora já está encarregada pelos preparativos da corrida, inclusive com a força policial, para que todos os atletas participantes sejam bem protegidos e tratados.

sexta-feira, 22 de abril de 2016

Notas sobre a importância do Festival de Músicas Gonzagueanas (FESMUZA) para a perpetuação da arte do eterno Rei do Baião


Por José Romero Araújo Cardoso
Louvado seja o momento que, no Rio de Janeiro, então capital federal, estudantes cearenses conseguiram convencer Luiz Gonzaga a deixar de lado imitações de ritmos estrangeiros e apostasse todas as fichas na autenticidade do estilo musical riquíssimo que outrora tocara pelas quebradas do sertão oeste indômito do Estado de Pernambuco, em forrós pé-de-serra, acompanhando o pai Januário, sanfoneiro renomado e respeitado naquelas plagas distantes.
Após obter nota máxima do rígido Ari Barroso em conceituado programa radiofônico, Luiz Gonzaga peregrinou em busca de quem pudesse ajudá-lo a aperfeiçoar e colocar letras em músicas que trazia na lembrança.
O advogado cearense Humberto Teixeira surgiu como a primeira parceria de relevo, resultando em clássicos como Asa Branca, Qui nem Jiló, Respeita Januário, Xanduzinha, Paraíba, entre outras composições célebres que integram o cancioneiro nacional.
Em seguida, outros passaram a integrar a história de vida do bravio nordestino, a exemplo de Zé Dantas, Zé Marcolino, etc. Inúmeros sucessos foram se avolumando ao longo do tempo, transformando Luiz Gonzaga em ícone de uma povo.
No presente, acontece experiência magistral, no que diz respeito à luta em prol da permanência do legado musical do grande e eterno sanfoneiro do riacho da Brígida, através do Festival de Músicas Gonzagueanas, cujo evento é patrocinado e realizado pelo Grupo São Francisco no Parque Cultural O Rei do Baião, localizado no município paraibano de São João do Rio do Peixe, projeto extraordinário elaborado a partir de todos os ditames que regem a filosofia de vida do grande articulista cultural Francisco Alves Cardoso.
Ecoando forte e altivo nas quebradas do sertão, o apelo para que a herança cultural de Luiz Gonzaga, concretizado em forma de acordes, sons, melodia e harmonia, tem vibrado firme pelas veredas da terra do sol, trazendo à tona artistas grandiosos que tem a oportunidade de mostrar brilhante arte que traduz a alma de um povo, a alma do sertão.
Faz gosto ver a nova geração cultivando de forma sublime a arte do eterno e insubstituível Rei do Baião, pois muitos sanfoneiros que vem participando do Festival de Músicas Gonzagueanas ainda estão em tenra idade, os quais vem demonstrando que, independente de espaço ou de tempo, Luiz Gonzaga será sempre referência quando o assunto disser respeito ao nordeste brasileiro.
Artistas experientes também vem integrando o elenco dos que vem participando do já consagrado Festival de Músicas Gonzagueanas, pois a influência que Luiz Gonzaga exerce sobre a gente nordestina é antiga, demonstrando sua importância no cenário regional.
Um solo perfeito de sanfona executando Qui nem jiló ou Juazeiro, bem como todas as músicas do repertório gonzagueano, serve de bálsamo para atenuar o sofrimento de um povo nobre que não se enverga perante as dificuldades, razão pela qual tem sido louvável, na expressão literal do termo, a ênfase atribuída ao Festival de Músicas Gonzagueanas que ocorre nas dependências do Parque Cultural O Rei do Baião.
José Romero Araújo Cardoso. Geógrafo. Escritor. Professor-Adjunto IV do Departamento de Geografia da Faculdade de Filosofia e Ciências Sociais da Universidade do Estado do Rio Grande do Norte.

JACKSON E CARIÊ




Escreveu: Francisco Alves Cardoso – 18/04/2016

            Alguém me perguntou nos últimos dias porque essa homenagem tão especial à Jackson do Pandeiro, através do Concurso “Louvor ao Ritmo”, no IX FESMUZA – Festival de Músicas Gonzagueanas, promovido anualmente pelo Parque Cultural “O Rei do Baião”, na Fazenda São Francisco, município de São João do Rio do Peixe-PB.
            Orgulhosamente falo sobre o assunto, em primeiro plano porque Jackson é uma das maiores estrelas da música e do ritmo. Ele é um dos orgulhos paraibanos, pois levou o nome da nossa Paraíba para o Brasil e o mundo inteiro. Em segundo plano, tive a felicidade de conhecer Jackson quando tinha apenas dez anos de idade, aproximadamente, e ele já contava com trinta e três anos. Esse encontro aconteceu no Sítio Lagoa Redonda, município de Sousa-PB, onde nasci.
            Jackson tinha uma amizade muito forte com um primo meu, de nome Antônio Cardoso, filho de Claudino Cardoso de Araújo, conhecido como “Cariê”, criado em Campina Grande. Antônio, também era conhecido como “Cariê”, e era dono de um cabaré juntamente com Jackson do Pandeiro. Os dois tinham a mesma idade.
            Na década de cinquenta, meu primo veio à Lagoa Redonda visitar a família, como sempre fazia, e Jackson veio com ele, passou dois dias na fazenda do coronel José Rocha, exibiram os seus pandeiros, cantaram e alegraram a todos nós.
            Nesse tempo ele já morava em Recife, mas fez esse passeio até a Fazenda Lagoa Redonda, talvez de férias com o meu primo Cariê, já que eram grandes amigos.
            Foi um encontro rápido, eu muito criança, ele já maduro, não houve nenhuma conversa, só admiração da minha parte, vendo os dois executarem os pandeiros com perfeita arte, coisa que nunca tinha visto.
            Ele teve a coragem de trocar os cabarés de Campina Grande e João Pessoa e seguir para centros maiores, tornando-se ídolo do mundo como “pandeirista” famoso e “sanfoneiro de boca”.
            O destino reservou outro grande momento, completamente diferente entre eu e Jackson: no dia dez de julho de mil novecentos e oitenta dois, colei grau como advogado pela Universidade Federal da Paraíba, e Jackson faleceu no Rio de Janeiro, no mesmo dia, acometido de uma embolia cerebral.
            Portanto, homenagear Jackson do Pandeiro no Parque Cultural “O Rei do Baião” é alegria, felicidade, coragem e abertura da alma para recepcionar um dos maiores astros da música brasileira.
            O destino reservou esse momento para invadir o meu ego e o corpo bater palmas nesse Parque que significa amor, luz, força, trabalho, reconhecimento e apoio do Divino sobre minha pessoa.
            Repito sempre: Sou um homem muito feliz!

Prof. Vingt-un Rosado, Um Pioneiro da Cultura Mossoroense

Por Almir Nogueira da Costa
vingt-un
Jerônimo Vingt-un Rosado Maia, um dos pioneiros como fundador desta Academia, era o primeiro ocupante da cadeira de Alípio Bandeira. Em se tratando de cultura, o professor Vingt-un fora uma grande celebridade cultural mossoroense, que nasceu no dia 25 de setembro de 1920, em Mossoró (RN). Vingt-un era casado com América Fernandes Rosado Maia (12 de março de 1922 + 21 de dezembro de 2009), nascendo desse enlace matrimonial, os seguintes filhos: Maria Lúcia Fernandes Rosado, Jerônimo Vingt-un Rosado Maia Júnior, Jerônimo Dix-sept Rosado Maia Sobrinho, Lúcia Helena Rosado da Escóssia, Isaura Ester Fernandes Rosado Rolim e Leila Rosado. Era o filho mais novo do senhor Jerônimo Rosado e Isaura Rosado. Vingt-un como toda criança de uma boa família, recebeu também uma boa educação em todos os aspectos. Sua formação acadêmica se deu na Escola Superior de Agricultura de Lavras (MG), atual Universidade Federal de Lavras (MG), sob o registro de nº 3.409 (23/01/1945).
No aspecto político, candidatou-se a Prefeito de Mossoró no ano de 1968, não obtendo sucesso no pleito eleitoral; mas, no período de 1973 a 1977 assumiu o cargo de Vereador. No que se refere aos cargos públicos, ele ocupou os seguintes: Tesoureiro do Centro Estudantil Mossoroense; Bibliotecário da Biblioteca Cônego Estevam Dantas; no Grêmio Literário Santa Luzia; Redator da Revista “O Agricultor”, na Escola Superior de Agricultura de Lavras (MG);Bibliotecário do Clube Ipiranga; Primeiro Secretário e Bibliotecário do Centro Acadêmico de Agronomia da Escola Superior de Agricultura de Lavras (MG); Secretário da Cooperativa de Crédito Mossoroense; Diretor-Presidente da Mossoró Sociedade Rádio Ltda; Vice-Presidente da Sociedade dos Amigos do Museu Nacional (1962-1963); Presidente do Instituto Brasileiro do Sal (1961-1964); Vice-Presidente da Sociedade Brasileira de Paleontologia (1965); Presidente da Sociedade Botânica do Brasil (1973-1974); Diretor-Gerente da Sociedade Anônima Jerônimo Rosado; Presidente do Conselho Deliberativo do Instituto Brasileiro do Sal (1961-1964); Diretor Responsável da “Brasil Salineiro” (1961-1964); Primeiro Secretário do Instituto Cultural do Oeste Potiguar; Presidente do Conselho Técnico-Administrativo da ESAM (1974-1978); Diretor da Escola Superior de Agricultura de Mossoró (1988-1990); Coordenador da Sociedade Brasileira de Malacologia/RN (1975-1977); Presidente da Fundação Guimarães Duque (1978-1991); Presidente do Conselho Técnico-Científico da Fundação Guimarães Duque (1978-1991) entre muitos outros.
O mestre Vingt-un foi um homem de um currículo riquíssimo na prestação de serviços à cultura e comunidade mossoroense, principalmente e, em reconhecimento ao grande homem que foi, muitas homenagens lhe foram feitas ainda em vida. Entre essas podemos citar: Professor Honoris Causa da Universidade Federal do Rio Grande do Norte, (25/05/1981); Diploma de Amigo da Cultura pelo Conselho Estadual de Cultura do Ceará (03/03/1983); Professor Emérito da Escola Superior de Agricultura de Mossoró (18/07/1981); Paraninfo dos Contadores da Escola Técnica de Comércio União Caixeiral (1949); Honra ao Mérito: Turma de Engenheiros Agrônomos da ESAM (1971); Medalha do Mérito da Fundação Joaquim Nabuco de Pesquisas Sociais (1983); Medalha do Mérito Mossoroense (31/01/1083); Paraninfo Geral dos Concluintes de todos os cursos da Universidade Regional do Rio Grande do Norte (17/12/1983); Sessão de Homenagem do Instituto Histórico e Geográfico da Paraíba (1982); Diploma de Honra ao Mérito da Sociedade Recreativa dos Engenheiros Agrônomos de Mossoró (1985); Medalha Comemorativa do Cinquentenário da Academia Norte Rio-grandense de Letras (03/12/1986);Instituição das Sessões Magna Branca pela Loja Maçônica Jerônimo Rosado (a partir de 25/09/1990); Medalha “Alberto Maranhão”, pelo Conselho de Cultura do Rio Grande do Norte (1998); Comenda de Honra ao Mérito de Serviço Literário (14/09/1991); Mérito Centenário “Câmara Cascudo”, Prefeitura de Natal/RN (1998); Homenagem do Instituto Histórico e Geográfico do Rio Grande do Norte aos 50 Anos da Coleção Mossoroense; Diploma de Honra ao Mérito concedida pela Loja Maçônica Jerônimo Rosado (25/09/1999); Presidente de Honra da Academia Norte Rio-grandense de Ciências (30/10/1992); Patrono da Turma de Formando da Escola Palas Atenas (2000); Patrono dos Formandos do Curso de Biblioteconomia da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (17/05/2002); Comenda “Carlos Drummond de Andrade” pelo 1º Encontro Norte-Nordeste de Autores Literários (08,09/08/2003); entre muitas outras homenagens.
O grande defensor da cultura local, entre tantas boas ações, nos deixou também o importante legado da Fundação Vingt-un Rosado, onde estão catalogadas todas as obras da Coleção Mossoroense, uma das maiores registradas em todo o Brasil. Para se ter uma ideia do sucesso dessa Coleção, em junho de 2005, foi publicada uma plaquete de autoria do próprio Vingt-un, sob o título: A Coleção Mossoroense e sua História de 56 Anos de Teimosia, cujo número estava sob o registro de nº 2.711.
Na Fundação que tem o seu nome, foi ele o organizador de muitos trabalhos culturais e históricos, nos quais podemos citar: Os Silvícolas Brasileiros e o Preformismo (1949); Breve Noticia Sobre a Batalha da Cultura (1978); ESAL, ESAM (1992); Os quatro Grandes da História da ESAL (1992); Conversa Sobre a Bastilha (1995); Um Possível Caso de Telegonia Entre os Nossos Indígenas Mencionado por Anchieta (1949); Três Discursos (1953); Dez Temas de Genética (1956); Conversa Sobre a Paleontologia da Região de Mossoró (PMM/DDEC); Alguns Dados Genealógicos Sobre a Família Rosado (1958); Três Crônicas Sobre o 13 de Junho (1977); A Abolição, Festa da Inteligência (1965); Alguns Apontamentos Sobre Tibau (1980); Saudação ao Ministro João Alves Filho (1989); Discurso do Náutico (1990); Discurso de Brasília (1990); Visitando o Sertão (1991); Documentário Abolicionista (1991); A Hipótese do Deslizamento dos Continentes e o Museu Municipal de Mossoró (1991); Comentários ao Histórico da Exploração na Bacia Potiguar Imersa (1991) ;Mossoró no Cinquentenário da Academia Paraibana de Letras (1991); Discurso da União Caixeiral (1991); Carlota Joaquina de Paiva Maury (1991); Um Plano de Arborização da Cidade em 1977 (1991); João Ulrich Graf (1991); Três Discursos na Noite da Cultura (1992); Homenagem a Pedro Batista de Melo (1992); Mensagem a Dix-huit Rosado (1996); Nove Meses na Vida de Uma Fundação de Cultura (1996); Chegamos a Iracema nas Asas da Poesia (1998); Ao ICOP, o Nosso Muito Obrigado (1998); Luiz da Câmara Cascudo e Mossoró (1999); A História do Petróleo Potiguar, Antes e Depois de 1979 (2000);Os Problemas da Saúde na Intendência Jerônimo Rosado (2000); Lembranças de Dix-sept (2001); As Histórias de Mossoró (2001); O Meu Encontro Com o Motim das Mulheres (2002); Oito Localidades Fossilíferas de Amonoides na Bacia Potiguar (2002); Os Notáveis Que Vicente Sabóia Trouxe para Mossoró (2003); O 30 de Setembro Nasceu na Maçonaria (2003), dentre outros.
Todo esse amor incansável em prol da cultura da gente, contribuiu também para descobrir talentos literários, em prosa ou verso, dentre eles: Crispiniano Neto / Erro de Lá, Fraqueza de Cá; Vingt-un Rosado / Desta Vez os Britânicos da Petrobras Vieram de Outros Países do Continente Brasileiro; Geraldo Maia / Mossoró-153 Anos de Emancipação Política; Ana Luiza Cardoso / Museu Preserva Memória Sertaneja; Marcos Pinto / Família Paraguai. De Apodi ao Governo do RN; Vingt-un Rosado / Um Dia as Torres Voltarão aos Sagrados Chãos de Mossoró; Vingt-un Rosado / A Faculdade de Medicina de Mossoró e Um Começo de História; José Romero / A Importância do Mecenato da Batalha da Cultura, em visita de Vingt-un Rosado à Pombal/PB; Jerônimo Dix-sept Rosado Maia Sobrinho / Curriculum Vitae; Vanja Lúcia Freitas dos Reis / Sopro Lírico; Geraldo Maia / A Festa da Padroeira; Nestor Lima / Notas Bibliográficas Norte Rio-grandense; Luiz da Câmara Cascudo / Figuras do RN (2ª Edição); Cid Augusto / Entrevista com Tomislav Femenik; Jornal Gazeta do Oeste / Pe. Sátiro, 50 Anos de Sacerdócio, dentre muitos outros perfazendo um total de 4.320 (quatro mil, trezentos e vinte) títulos até julho de 2005.
Portanto, aí está esse pequeno histórico biográfico de um dos maiores símbolos da cultura Mossoroense chamado Jerônimo Vingt-un Rosado Maia. Há ainda muito que descrever sobre esse grande homem que ao longo de sua vida labutou em prol de sua terra, da sua gente e da cultural local. Porém, usando da sua simplicidade colocava-se no pé de igualdade dos seus, sem nunca deixar o status e a sua posição social subir-lhe à cabeça. Afinal, os grandes homens são simples, humildes, diplomáticos, educados, corteses, inteligentes, e assim era Vingt-un.
O professor, escritor, agrônomo, trabalhador braçal da cultura mossoroense faleceu no dia 21 de dezembro de 2005, deixando saudades para os familiares e os amantes da cultura e da história local.
Prof. Almir Nogueira da Costa é Diretor da Biblioteca Pública Municipal Ney Pontes Duarte – Mossoró – RN

segunda-feira, 24 de agosto de 2015

Cearense ganha MUSICAL DE HUMBERTO TEIXEIRA


A Categoria MUSICAL DE HUMBERTO TEIXEIRA no VIII FESMUZA – Festival de Músicas Gonzagueanas apresentou os seguintes resultados:

Campeão: o sanfoneiro Ranier Oliveira, de Juazeiro do Norte-CE, que obteve 32,10 pontos defendendo a música Qui nem jiló;
Vice-campeão: o sanfoneiro Cosmo Daniel, da cidade de Exu-PE, com a música “Terra, vida e esperança”, de Jurandir da Feira, 1984, obtendo 31,30 de pontuação;
3º Lugar: Chico de Tereza, do Cedro-CE, com a música Paraíba, de Luiz Gonzaga e Humberto Teixeira, 1952, obtendo 30,80;
4º Lugar: Oliveira do Ceará, da cidade de Fortaleza-CE, obtendo 30,60;
5º Lugar: Eduardo Sales, do Juazeiro do Norte-CE, com 29 pontos;
6º Lugar: Emiliano Pordeus, da cidade de Sousa-PB, com 28,80 de pontuação.

COMISSÃO JULGADORA

A Comissão Julgadora do VIII FESMUZA esteve assim constituída:

Dr. Onaldo Rocha Queiroga: Juiz de Direito, escritor e pesquisador, de João Pessoa-PB;
Kydelmir Dantas: escritor, da cidade de Mossoró-RN;
Irlando Cavalcanti: escritor, da cidade de Cajazeiras-PB;
Dr. Airton Abrantes: pesquisador, da cidade de São João do Rio do Peixe-PB;
Dra. Onélia Queiroga: escritora, de João Pessoa-PB;
Joquinha Gonzaga: sanfoneiro e sobrinho de Luiz Gonzaga, de Exu-PE;
Piloto: sobrinho de Luiz Gonzaga e o último zabumbeiro e motorista do “Rei do Baião”.

COMISSÃO APURADORA

José Antônio de Almeida Neto (Pingo D’Água);
Francisco Álisson de Oliveira;
Dr. Jardel Dantas Batista;
Luiz Benício Júnior

Paraibana vence pela primeira vez categoria Juvenil do FESMUZA


A jovem Sarah Lorena, da cidade de São João do Rio do Peixe-PB foi a grande campeã da categoria JUVENIL, do VIII FESMUZA com as músicas ORÉLIA, de Humberto Teixeira (1979) e ROENDO UNHA, de Luiz Ramalho e Luiz Gonzaga (1976) obtendo 33,85 de pontuação, recebendo R$ 3.000 (três mil reais) de premiação.

Em segundo lugar ficou o garoto Cícero Paulo, da cidade de Juazeiro do Norte-CE, com as músicas QUI NEM JILÓ, de Luiz Gonzaga e Humberto Teixeira (1950) e JUAZEIRO, também de Luiz Gonzaga e Humberto Teixeira (1949), obtendo uma pontuação de 31,75. Ele recebeu R$ 2.000 (dois mil reais) pela segunda colocação.

O terceiro lugar ficou com Karoline Maciel, de Recife-PE, com as músicas NO MEU PÉ DE SERRA, de Luiz Gonzaga e Humberto Teixeira (1946) e A LETRA I, de Luiz Gonzaga e Zé Dantas (1953) obtendo 30,10. Ela recebeu 1.000 (hum mil reais) de premiação.

sábado, 1 de agosto de 2015

Parque “O Rei do Baião” divulga vencedores do Concurso LEMBRANÇA DO ÍDOLO


Com setenta e sete inscrições, o Concurso LEMBRANÇA DO ÍDOLO, em homenagem a Rosil Cavalcanti, que este ano, se vivo fosse, completaria 100 anos, organizado pelo Parque Cultural “O Rei do Baião”, da Comunidade São Francisco, município de São João do Rio do Peixe-PB, apresenta os três primeiros colocados desse prêmio já tão cobiçado no Brasil inteiro.

1º Lugar: José Romero Araújo Cardoso, de Mossoró-RN, com a crônica intitulada “A AÇÃO IMPLACÁVEL DAS SECAS EM AQUARELA NORDESTINA”.

2º Lugar: Maria Inez Santos, de São Miguel do Oeste-SC, com a crônica intitulada “INESQUECÍVEL CAVALCANTI”.

3º Lugar: Carlos Brunno Silva Barbosa, de Valença-RJ, com a crônica intitulada “CONVERSA (A)FIADA COM O JOVEM LOUCO DA PRAÇA ENQUANTO A CAMPINA FICA ‘MAIS GRANDE’ NO HORIZONTE DISTANTE”.


A Comissão Organizadora e demais membros que fazem o Parque Cultural “O Rei do Baião” agradece a todos que participaram desse tradicional concurso. Nos vemos no concurso do ano que vem.

Parque Cultural “O Rei do Baião” divulga vencedores do IV CONPOZAGÃO


Com sessenta e oito inscrições, o IV CONPOZAGÃO – Concurso de Poesias em Homenagem ao Gonzagão, este ano em homenagem a Dona Muniz Gonzaga, organizado pelo Parque Cultural “O Rei do Baião”, da Comunidade São Francisco, município de São João do Rio do Peixe-PB, apresenta os três primeiros colocados, os grandes vencedores desse prêmio já tão cobiçado no Brasil inteiro.

1º Lugar: José Roberto C. Pedrosa, de Taguaritinga do Norte-PE, com a poesia "DONA MUNIZ GONZAGA, UM EXEMPLO DE VIDA".

2º Lugar: Júnior José Vieira, de Recife-PE, com a poesia intitulada "A FILHA DO ARARIPE".

3º Lugar: Francisco Bandeira Lima Júnior, de Caucaia-CE, com a poesia intitulada "DONA MUNIZ EM CORDEL".


A Comissão Organizadora e demais membros que fazem o Parque Cultural “O Rei do Baião” agradece a todos que participaram desse tradicional concurso. Nos vemos no concurso do ano que vem.

sábado, 25 de julho de 2015

Parque Cultural “O Rei do Baião” fará divulgação dos vencedores do IV CONPOZAGÃO e Lembrança do Ídolo


A Coordenação Geral do Parque Cultural “O Rei do Baião” anuncia para o próximo dia 31 de julho, sexta-feira, o anuncio dos vencedores do IV CONPOZAGÃO – Concurso de Poesias em Homenagem ao Gonzagão e Seus Seguidores.
Já o Concurso Lembrança do Ídolo – Homenagem a Rosil Cavalcanti, terá o seu resultado divulgado no dia 1º de agosto.

sexta-feira, 24 de julho de 2015

Parque Cultural lança o Concurso SUPERCAMPEÃO. Confira o regulamento.

PRÊMIO SUPERCAMPEÃO
REGULAMENTO


01 – A disputa de título de SUPERCAMPEÃO do VIII FESMUZA será entre os quatro primeiros colocados das duas categorias: JUVENIL e MUSICAL DE HUMBERTO TEIXEIRA.

02 – Cada participante poderá inscrever apenas uma música gonzagueana para as disputas do SUPERCAMPEÃO.

03 – A escolha da música é de livre escolha do artista.

04 – As inscrições poderão ser feitas até o dia 31 de julho de 2015, através dos telefones (83) 9615-7942 / (83) 9379- 1893 ou via e-mail: chicocardoso.caldeirao@gmail.com / chicocardosocz@yahoo.com.br

05 – O vencedor receberá o Troféu “Onaldo Rocha Queiroga”.

06 – Na disputa pelo Prêmio SUPERCAMPEÃO, o sanfoneiro não pode repetir a música apresentada na disputa do FESMUZA.

07 – A Comissão Julgadora será a mesma do FESMUZA.

São João do Rio do Peixe/PB, 24 de julho de 2015.

Francisco Alves Cardoso
Coordenador Geral do Parque Cultural “O Rei do Baião”

Parque Cultural vai realizar o Concurso “O Dançarino do Rei”. Confira o regulamento.

PRÊMIO O DANÇARINO DO REI
REGULAMENTO

01 – O Concurso “O Dançarino do Rei” é uma promoção do Parque Cultural “O Rei do Baião” para escolher o casal que melhor dançar o ritmo gonzagueano.
02 – O casal vencedor receberá o Troféu “Moá Medeiros”.
03 – Os disputantes dançarão as quatro músicas apresentadas no musical SUPERCAMPEÃO.
04 – As inscrições poderão ser feitas até o dia do festival (15 de agosto de 2015), através da Diretoria do Parque Cultural.
05 – A Comissão Julgadora será a mesma do FESMUZA.
São João do Rio do Peixe/PB, 24 de julho de 2015.

Francisco Alves Cardoso
Coordenador Geral do Parque Cultural “O Rei do Baião”

terça-feira, 23 de junho de 2015

CADÊ MEU SÃO JOÃO

Escreveu: Francisco Alves Cardoso




Uma lenda antiga narrada pelos nossos antepassados fala da criação da fogueira, que com o passar dos tempos ficou sendo chamada fogueira de São João. Diz a lenda que Maria foi visitar Izabel, sua prima, que morava um pouco distante e num local serrano. Naquele tempo não tinha qualquer meio de comunicação para transmitir avisos. Izabel estava grávida e quando a criança nascesse teria que avisar à prima. Criou um meio de comunicação e disse a Maria: “quando o menino nascer mando acender uma fogueira, e quando ver o clarão, já sabe, o menino veio ao mundo”. E assim foi feito, quando Izabel deu à luz avisou a Maria, através do clarão da fogueira. Com essa narrativa ficou criada a fogueira. O nome escolhido para o menino foi João, que mais tarde foi canonizado pela Igreja Católica e hoje é reverenciado no mundo inteiro.

Luiz Gonzaga, no seu cancioneiro inesquecível cantou e exaltou a fogueira e as festas de São João. Em tempos não longínquos, os festejos juninos eram reais, faziam a história com respeito às tradições. No ano de 1954, Gonzaga juntamente com Zé Dantas lançou “Noites Brasileiras”, a letra que narra integralmente às noites de São João no Nordeste e nos sertões: “Ai que saudades eu sinto, das noites de São João, das noites tão brasileiras, nas fogueiras, sob o luar do sertão. Meninos brincando de roda, velhos soltando balão, moços em volta a fogueira, brincando com o coração. Eita São João dos meus sonhos, eita saudoso sertão, ai ai”.

Além de enaltecer as festas de um dos santos mais populares da Igreja Católica, Gonzaga declarou as saudades que estava sentindo do seu sertão nordestino, lá do sul do país. E parece até que já previa o fim de uma tradição tão antiga, tão bonita e hoje abandonada pelos novos costumes.

Trocaram tudo, mataram as grandiosas festas juninas, esqueceram o musical do Rei do Baião. Hoje tudo é diferente, as festas de São João são animadas pelo axé da Bahia, os mesmos ritmos do carnaval, outra festa que foi totalmente absorvida pelos costumes baianos. As fogueiras foram proibidas, os festejos são censurados, as músicas legítimas foram expulsas do calendário junino e o tradicionalismo foi sepultado por outros ritmos que nada têm de perecidos com a outrora mais tradicional festa do nordestino.

Luiz Gonzaga criou uma escola de organização e manifestação legítima das festas sãojoaninas. Em 1950, também com Zé Dantas, ele lançou “A dança da moda”, anunciando que “no meio da rua inda é baião, inda é fogueira, é fogo de vista, mas dentro da pista o povo só dança e só pede o baião”.

E através do famoso cancioneiro deita e rola a sua sabedoria na defesa dos costumes e tradições nordestinas. Com Rosil Cavalcanti, em 1974 lança “A festa do milho”, e diz que “...já todo embonecado prontinho para São João”. E fala de Santo Antônio e de São Pedro. Lança mais uma série de músicas bem nordestinas exaltando o modelo do São João verdadeiro, que foi esquecido e trocado por um musical exibido em todas as festas do ano, sem compromisso com a manutenção do tradicionalismo.

Com o seu vozeirão cantou: “A noite é de São João, Dia de São João, É noite de São João, Festa de Santo Antonio, Fogo sem fuzil, Fogueira de São João, Lenda de São João, Madruceu o milho, Olha pro Céu, Pedido a São João, São João antigo, São João Chegou, São João do Carneirinho, São João na Roça, São João nas Capitá, São João do Arraiá, São João sem futrica”.

O Rei do Baião lançou oficialmente o modelo das festas juninas, na sua música “São João antigo”, em 1957, com o extraordinário Zé Dantas. Disse que “Era festa de alegria, tinha tanta poesia, tinha mais animação, mais amor, mais devoção”. E continuou a defesa pelo nosso tradicionalismo “nas ribeiras do sertão, onde dizem que a fogueira inda aquece o coração”.

Não posso deixar de protestar contra os que estão acabando as tradições das festas juninas. O nosso ritmo não pode acabar. Ele é cultura viva, e a cultura nunca poderá perder os seus caminhos originais.

Que criem outros festejos, com a cultura do momento, mas a original, dos tempos dos nossos antepassados deve ser mantida.

A juventude tem todo o direito de criar a sua nova dança, e também os costumes do tempo atual, mas não pode, em qualquer hipótese, excluir as belezas que originaram essa cultura bela tão bem defendida por Luiz Gonzaga, Jackson do Pandeiro, Marines, Zé Dantas, Trio Nordestino, Humberto Teixeira, José Marcolino, Guio de Morais, Patativa do Assaré e outros.

sexta-feira, 22 de maio de 2015

A Carta - Comenda "O Vencedor de Todas as Lutas". PARTICIPE!


REGULAMENTO

01 – A CARTA é o momento das sábias vozes destinadas a abertura das festividades em homenagem a Luiz Gonzaga, produzidas pelo Parque Cultural “O Rei do Baião”, neste ano de 2015.

02 – Trata-se de uma conversa sentimental dos amantes da causa gonzagueana, com o Rei de todos nós – o Gonzagão.

03 – É o elo de ligação do ato inaugural do dia 14, com o grito do povo nordestino no tradicional FESMUZA, no dia 15 de agosto do corrente ano.

04 – Terá como tema central: “Eu amo o meu Rei”.

05 – Os autores da Carta poderão “falar” com Luiz Gonzaga sobre diversificados temas: Sonhando, Propondo, Saudando, Denunciando, Recomendando e Sanfonzagando.

06 – O maior histórico desse momento é que as Cartas serão transformadas em livro, cujo lançamento está previsto para o início de 2016.

07 – Todos os participantes receberão a Comenda “O Vencedor de Todas as Lutas”, homenageando José Nelo Zerinho Rodrigues, Presidente de Honra do Parque Cultural “O Rei do Baião” e seguidor da história de Luiz Gonzaga.

08 – O prazo para as inscrições é de 23 de maio a 30 de junho de 2015.

09 – Prefácio, posfácio, apresentação e contracapa do livro serão redigidos pelos próprios autores das Cartas.

10 – As inscrições podem ser realizadas na Comunidade São Francisco, zona rural de São João do Rio do Peixe (PB), ou ainda no endereço: Rua Dr. José Guimarães Braga, 70, Vila do Bispo, Cajazeiras (PB), CEP – 58.900-000, pelos telefones: (83) 9615-7942 / (83) 9379-1893, Pelos e-mails: chicocardoso.caldeirao@gmail.com ou chicocardosocz@yahoo.com.br

11 – Maiores informações no site: www.caldeiraodochico.com.br, no programa “Caldeirão Político”, na Rádio Oeste da Paraíba e no blog http://gonzagaodobrasil.blogspot.com.br/.

12 – O participante deve enviar uma Carta, em formato Word, fonte Times New Roman, tamanho 12, com uma lauda apenas, uma fotografia recente para o livro e um breve currículo.

Parque Cultural “O Rei do Baião”
São João do Rio do Peixe-PB, 22 de maio de 2015

Francisco Alves Cardoso
Coordenador Geral do Parque Cultural “O Rei do Baião”

O famoso Piloto vai participar do VIII FESMUZA


O artista Fausto Luiz Maciel, conhecido pela alcunha de Piloto, sobrinho de Luiz Gonzaga, confirmou à Diretoria do Parque Cultural “O Rei do Baião”, que estará presente no VIII FESMUZA – Festival de Músicas Gonzagueanas, que será realizado no dia 15 de agosto de 2015, na Comunidade São Francisco, município de São João do Rio do Peixe-PB.

Numa conversa telefônica mantida com o jornalista Chico Cardoso, Piloto confirmou que foi o último zabumbeiro e último motorista do tio, Luiz Gonzaga.

Fausto Luiz é irmão do sanfoneiro Joquinha Gonzaga e filho de dona Muniz Gonzaga, irmã do “Rei do Baião”. Nasceu no Crato-CE e começou a acompanhar o tio famoso no ano de 1975, até o ano de sua morte em 1989.

terça-feira, 19 de maio de 2015

OS NOVOS CAMINHOS DO PARQUE DO GONZAGÃO


Escreveu: Francisco Alves Cardoso – 16/05/2015
O Parque Cultural “O Rei do Baião” foi criado na Comunidade São Francisco, município de São João do Rio do Peixe (PB), para cumprir diversas finalidades na região, dimensionando-as para o mundo inteiro.
Os seus estatutos sociais visam a divulgação das obras de Luiz Gonzaga, fazendo maior a cultura nordestina através do FESMUZA – Festival de Músicas Gonzagueanas, do CONPOZAGÃO – Concurso de Poesia em Homenagem a Luiz Gonzaga, da SANFONZAGADA, da Missa do Vaqueiro e do Concurso Lembrança do Ídolo.
Também objetiva unir os moradores da comunidade e circunvizinhos, em prol do desenvolvimento das tradicionais festividades locais. Luta pela valorização da imagem dos líderes regionais, sempre ao redor do Gonzagão, o nosso líder maior. Oferece uma divulgação dos sanfoneiros nordestinos para que a profissão cresça e receba apoios no sentido de profissionalizar essa categoria ainda muito desprestigiada.
O Parque de Luiz Gonzaga valoriza também, em alto estilo, as lideranças nos diversos campos profissionais, da comunidade e de outros centros paraibanos e nordestinos, através das várias galerias ali implantadas.
É um movimento nacionalizado, pois o CONPOZAGÃO e o Concurso Lembrança do Ídolo recebem inscrições de várias partes do Brasil e do mundo.
Com relação ao FESMUZA, o número de sanfoneiros que se inscrevem a cada ano é acima das expectativas, pois a valorização artística é muito importante para essa categoria.
A realização do tradicional evento só é possível graças ao apoio das empresas privadas e das lideranças regionais, que já se apaixonaram pela história de Luiz Gonzaga.
Para as festividades de agosto próximo, a instituição vai inaugurar o Palco “Prefeito Abel Medeiros”, onde será realizado o festival, e o Palco Onaldo Rocha Queiroga destinado as Comissões Julgadora, Apuradora e para a Central dos Troféus e Comendas.
A divisão cultural para o corrente ano de 2015 concentra-se nos seguintes blocos:
VIII FESMUZA – uma disputa de prêmios entre os sanfoneiros previamente inscritos, como forma de divulgação maior dessa categoria.
LEMBRANÇA DO ÍDOLO – movimento em que os cronistas sociais relembram o mundo gonzagueano, com especialidade àqueles que conviveram na arte sanfônica com o nosso Lua Gonzaga.
MISSA DO VAQUEIRO – marca viva do vaqueiro Raimundo Jacó, primo de Luiz Gonzaga, vítima da violência nos campos de Serrita, Estado de Pernambuco.
SANFONZAGADA – é a força e união dos sanfoneiros, por ocasião da abertura da festa, onde todos caminham juntos executando uma só música, escolhida previamente através de pesquisas nos órgãos de divulgação regional.
IV CONPOZAGÃO – um concurso que encanta o Brasil e o mundo, pois recebe inscrições de vários estados brasileiros, e ainda de outros países, numa demonstração da credibilidade desse evento.